3… 2… 1… E FOI DADA A LARGADA!!!

speed-racer-gang-postersPara os fãs de corridas e boa história, sexta-feira foi lançado o mangá original da série Speed Racer durante o Anime Friends.

É a primeira vez que veremos na íntegra toda a história de Speed, Corredor X e toda a turma. A editora responsável por tal lançamento é a NewPOP (conhecida pelo sucesso Grimms Mangá) e vale lembrar que a Conrad chegou a lançar em 2002 um mangá do Speed Racer, porém ele continha apenas três capítulos da história.

E para homenagear o retorno de um do personagem mais famoso da década das discotecas, vou comentar sobre a passagem de Speed por diversas mídias aqui no Brasil.

Originalmente Speed Racer (Mach Go Go Go) foi concebido como mangá, criado por Tatsuo Yoshida, e foi publicado no Japão entre junho de 1966 e maio de 1968.NewPOP_Speed01

Mas nós brasileiros só tivemos contato com Speed em outra mídia, a televisão. Em meados dos anos 70 chegara ao Brasil o anime que adaptava a série em quadrinhos. Lembrando que, culturalmente, é normal um mangá de sucesso no Japão ter uma adaptação animada para televisão, e naquela época os brasileiros nem sonhavam em ver um quadrinho oriental editado por aqui.

E se você duvida do sucesso de Speed Racer pode perguntar para alguém de mais de 30 anos (caso você seja novo) a febre que era Speed e seu Mach 5. Eu, que tenho apenas 19, tive a sorte de ter uma mãe que assistia o desenho quando jovem e sentava do meu lado durante as reprises que passavam de sábado de manhã quando eu era moleque.

Como todo sucesso que se preze, Speed Racer teve suas renovações, claro que nenhuma igualou o sucesso do anime da década de 70, mas é legal ver que sempre tentam trazer o personagem de volta, com uma nova roupagem, visando novos espectadores, “imortalizando-o” (mesmo isso sendo na verdade um grande caça-níquel).

O mais recente desenho animado baseado na série Speed Racer é: Speed Racer – A Nova Geração (Speed Racer – The Next Generation), a série mostra o filho de Speed Racer, Speed Racer Jr. (que obvio) seguindo os mesmos passos do pai dentro do Mach 6 (uma versão aprimorada do Mach 5).

Vou ser sincero, a série não é nada legal (lê-se ruim), mas é como eu disse, vale apenas pelo fato do nome Speed Racer se imortalizar, conquistando um público mais jovem para que um dia possam se interessar pela série clássica.

Claro que as adaptações do mangá não pararam nas séries animadas, Speed Racer virou quadrinho americano (comics) também.

Dentre muitas séries do piloto que foram lançadas lá fora, aqui no Brasil vieram poucas. Speed Racer chegou a sair pela editora Abril entre janeiro de 1977 e dezembro de 1979, com uma série que durou 18 números. De faro era uma adaptação meio estranha produzida no México cujo nome do protagonista foi traduzido estranhamente para Meteoro (!?). E detalhe, algumas histórias chegaram a ser feitas aqui mesmo no Brasil.

Ainda dentro do universo das comics a editora Escala lançou As Novas Aventuras de Speed Racer em 1994 e durou apenas duas edições aqui no Brasil. Essa série foi diretamente editada da americana publicada originalmente em 93.

Para terminar em 2002 a Abril trouxe novamente o Speed para cá, mas agora dentro de uma mini-série de 3 partes (originalmente publicado pela Wildstorm, um selo da DC Comics), onde trazia o corredor em uma roupagem completamente moderna.

Há muitas outras histórias publicadas pela Wildstorm e pela IDW e são inéditas no Brasil. Quem tiver a chance de ver esse material importado veja, tem muita coisa bacana.

 Speed também invadiu os games. Primeiramente em 1994 com Speed Racer: My Most Dangerous Adventures para o Super Nintendo e mais recentemente, em 2008, baseado no filme, Speed Racer: The Videogame para Playstation 2, Nintendo DS e Nintendo Wii.

sem títuloE por falar no filme… Os diretores de V de Vingança e da Trilogia Matrix, os irmãos Andy e Larry Wachowski foram responsáveis por transportar para as telonas as aventuras de Speed Racer.

E foi um filme controverso. Ou gostam muito (meu caso) ou odeiam com todas as forças, e vou explicar por quê.

Primeiramente o grande ponto positivo: todos os personagens da série original estão lá de maneira fiel, muito bem caracterizados. O Speed é o Speed, o Corredor X é o Corredor X, o Gorducho é o Gorducho, o Pops é o Pops, e etc. A essência está toda lá, a alma de Speed Racer permaneceu intacta e muito bem conservada.

Já as corridas, o ponto negativo… Eram completamente diferentes das mostradas na série original. Muito parecidas com um jogo de videogame com loopings, manobras, muitas (muitas e muitas) cores e luzes que misturada a toda aquela velocidade se transformaram num único borrão colorido e frenético que deixava qualquer um com vertigem, ainda com isso tudo tínhamos de prestar atenção nas peripécias do Mach 6. Calma eu não escrevi errado, no filme Speed corre com o Mach 6. O famoso Mach 5 é um carro de passeio que Speed acaba usando para participar de uma corrida clandestina, aperfeiçoando-o com um monte de habilidades e funções (foi a licença poética encontrada para o Mach 5 ter um pássaro teleguiado, um par de serras, e etc).

Mas volto a repetir o que disse na minha matéria de estreia da coluna: há mudanças aceitáveis nas adaptações contanto que não tirem a essência dos personagens. Mesmo com toda a pirotecnia de cores no melhor estilo “hot wheels” o filme traz sim os personagens de maneira respeitosa, só que estão com uma roupagem nova, logo, a meu ver, é uma mudança aceitável e eu me diverti.

Mas bem, gosto é gosto, e esse assunto dá muito pano pra manga.

Pra terminar deixo os trailers do desenho Speed Racer – A Nova Geração e do filme.

http://www.youtube.com/watch?v=m89zi1z8X3w

http://www.youtube.com/watch?v=IlfHSeIGuZw

Um comentário em “3… 2… 1… E FOI DADA A LARGADA!!!

  • 16 de julho de 2009 em 14:38
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    Oi! vocês podiam divulgar o filme “Peur(s) du Noir”, que está em cartaz no Anima Mundi (aqui no Rio, e semana que vem em São Paulo). Nele há animações de dois quadrinhistas: Lorenzo Mattotti e Charles Burns. Sendo que o curta do Burns é bem no estilo Black Hole, num 3D cell shade muito bem feito!

    Resposta
  • 16 de julho de 2009 em 17:05
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    Cara, eu sou um grande fã do Speed, tenho um Mach 5 e alguns bonequinhos. Adoro o desenho animado e tb gostei do filme, faço minhas as suas palavras, sim, as corridas são o ponto fraco, mas toda a essencia está lá.
    Abraço.

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  • 19 de julho de 2009 em 00:02
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    Olá, Tais!!!

    Vou da uma olhada no curta, mas vai ser dificil eu comentar aqui, foge um pouco do foco da coluna.
    Mas valeu a sugestão!

    abs

    Resposta

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