MARVEL DO TEMPO DA MINHA AVÓ, PARTE 4

A série que cavucou o passado obscuro das adaptações dos quadrinhos da Marvel Comics chega (finalmente) na sua conclusão.

Para dar fim a esse acumulo de coisas ruins, vou falar dos filmes com os heróis solos. Sem Sidekick, sem equipes, menos tosqueiras (até parece).

DrstrangemovieDe cara começo com uma adaptação que praticamente ninguém sabe que existe, estou falando do filme para televisão do Dr. Estranho, lançado em 1978.

Dr. Estranho foi mais uma de muitas e inúteis tentativas de emplacar um personagem Marvel em um seriado, não deu certo, e graças a Deus só existe vestígios desse episódio piloto. A história até que consegue ser fielzinha à HQ, o que incomoda mesmo é o baixo orçamento e aquele estilo “ruim setentista” que muitos filmes da época do Black Power têm.

Foi dirigido por Philip DeGuere, com Peter Hooten (Dr.  Estranho), Clyde Kusatsu (Wong), Jessica Walter (como a bruxa Morgan Le Fay), Eddie Benton (como a namorada de Strange, Clea Lake). Se alguém tem coragem (eu mesmo não consegui assistir tudo) o filme está completinho no Youtube, vou deixar aqui apenas uma parte para vocês pensarem duas vezes antes de assistir.

 

E se você achava que eu ia esquecer do mais icônico herói da Marvel, rapaz, se enganou! Aqui está ele, o Capitão América, com as suas três (porcas) Capitão 1adaptações. Peraí, três!? Sim, meu camarada, eu disse três. Cavucando até 1979 você encontrará o seguinte (se eu fosse você pulava para o próximo parágrafo agora): Steve Rogers é um jovem desenhista publicitário (eu avisei…) é atacado por uns espiões que querem um segredo militar que seu pai escondia desde a Segunda Guerra. Moribundo o garoto é achado por um cientista que injeta em seu corpo um soro (chamado FLAG) deixando-o mais forte e ágil, nascendo assim o Capitão América. O quê!? P&%@ Q&$ P@#%$, não fizeram isso com o bandeiroso!? Sim fizeram. E o pior é o uniforme. Bem, pelo menos ele tem uma moto estilosa…

Capitão 2E 1979 não foi um ano muito legal para os fãs do Soldado da Liberdade, pois no mesmo ano um segundo longa foi produzido, sendo continuação direta daquela coisa acima. O negócio ainda é ruim, mas tá “menos pior” do que o primeiro. O uniforme está mais fiel com o das HQ (o que eu ainda não entendo é o capacete que ele cisma em usar até fora da moto) e tem umas ceninhas de ação.

No final da coluna vou deixar os vídeos de ambos os filmes. Continuando:Capitão 3

Em 1990 tentaram se redimir e fizeram uma adaptação mais fiel aos quadrinhos. Aquela velha história de um soldado magrelo, que é voluntário do experimento do supersoldado e blá-blá-blá. Tem até o Caveira Vermelha na birosca. Esses não os únicos pontos positivos. Vou para os Negativos: orçamento baixo, roteiro ruim, elenco péssimo. Pelo menos não tinha capacete…

 

howardDeixamos os coloridos anos 70 para adentrar nos anos 80, e se você acha que as coisas melhoraram esqueça, basta ver Howard: O Super-Herói de 1986. O grande premiado do Framboesa de Ouro no ano seguinte, e não era pra menos, Howard é um personagem extremamente controverso nas HQs, vindo de um planeta dominado por patos-humanoides que acidentalmente é transportado para a Terra. Vendo que o nosso planeta é uma tremenda porcaria ele passa a fazer uma porrada de críticas satirizadas. Os quadrinhos de Howard era basicamente uma forma dos roteiristas cutucarem nossa sociedade (com foque no governo americano) de forma “disfarçada”, o filme virou uma coisa boba e infantil, com um pato chato como herói que impede o mundo de ser conquistado por um monstro alienígena, jogando pelo ralo todo humor negro das HQs. Agora uma pergunta: onde George Lucas estava com a cabeça quando produziu essa joça?

 

punisher-dolph-lundgrenOs anos 80 também levaram o anti-herói Justiceiro pela primeira vez para as telonas. Thomas Jane? Ray Stevenson? Não, o Justiceiro “sangui no zoio” era Dolph Lundgren. E quem assistiu o filme de 1989 sabe do que eu estou falando. No quesito adaptação o filme deixa a desejar, e muito! Se você vê-lo como qualquer filme de ação e esquecer a origem dos quadrinhos dá na mesma. Pra você ter noção nem a caveira no peito o maninho usa. Porém no quesito “tiro para todo lado” o filme é tão divertido quanto os clássicos de Jean-Claude Van Damme, Sylvester Stallone, Arnold Shuazeneguer, quiçá do Chuck Norris.

E para dar fim a essa interminável coluna, a chave de ouro, o filme que ninguém sabe que existe,  o filme do caolho mais conhecido do mundo (e não estou falando do “Pula-Pirata”), Nick Fury: Agente da Shield.nickfurylive_100grana

Se você acha que Samuel L. Jackson foi o primeiro a viver o diretor da Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão (adoro esse nome) está enganado, meu camarada, em 1997 (os vindouros anos 90), ele teve um longa próprio. E como protagonista estava David “Supermáquina” Hassel, perfeito no papel do canastrão Fury. Num tom Parecidíssimo com Loucademia de Polícia só que de um jeito completamente involuntário. Além de ser impossível não olhar para Hassel sem lembrar de seus “malets” na séries do caragando tunado oitentista. Tosqueira Total!

Quer dar risada? Assista. É um dos filmes “sérios” mais engraçado que já vi!

Para alegria de muitos, acabei. Semana que vem, graças a Deus é outro assunto. E como prometido deixo vídeos dos dois primeiros filmes do Capitão “Magrelo-Motociclista-Com voz de mocinha” América.

Um comentário em “MARVEL DO TEMPO DA MINHA AVÓ, PARTE 4

  • 30 de setembro de 2009 em 15:38
    Permalink

    Cara, essas matérias sobre a Marvel estão excelentes! Tenho acompanhado desde a primeira e estou me divertindo como nunca! O Capitão América com voz de moça é demais!
    Apesar de ser fã da DC, assisti vários filmes da Marvel e lembro desses “marcos históricos” que constam na matéria… muito bom!
    Valeu pela nostalgia!
    Grande abraço!
    SUCESSO!!!

    Resposta
  • 1 de outubro de 2009 em 23:48
    Permalink

    Cara, muito obrigado pelos elogios, Fabio.
    Fico lisongeado pelo prestígio.

    E, já que você é fã de DC, adianto que tô preparando uma materia especial com as “velharias” dela (e tem coisa para caraba!)

    Obrigado, novamente.
    Grande Abraço!

    Resposta

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