Pipoca e Nanquim! – Conan: O libertador – O Maior Lançamento do Ano (por Alexandre Callari)

Demorou, mas enfim coloquei minhas mãos naquele que é de longe o maior lançamento do ano, Conan: o Libertador. É até sacanagem chamar esta edição de quadrinhos, gibi ou mesmo Graphic Novel. Trata-se, na verdade, de um dos poucos casos em que o produto é um “tomo”! Sei que tem gente que vai reclamar por causa do que acabei de falar, mas não estou brincado. Um lançamento como este catapulta a Nona Arte a outros patamares.

Conan: o Libertador é um capa-dura espetacular publicado pela Mythos (de longe o maior lançamento da editora), que coloca todas as outras compilações já feitas no chinelo em todos os sentidos. Primeiro, contém um dos materiais mais especiais produzidos pela Marvel Comics durante a fase de Conan na editora. Segundo, o requinte é singular a ponto da edição parecer uma enciclopédia. Terceiro, temos compilações de capas em cores e diversos textos do próprio Roy Thomas entre as histórias que contextualizam o leitor e explicam o que estava ocorrendo na época, dentro e fora dos bastidores. Com 500 páginas (é isso aí, você não leu errado), papel de primeiríssima qualidade e impressão perfeita, o tomo é um material que precisa estar na estante de todo apreciador não só de Conan, como de qualidade!

O tomo reúne as edições que marcam o caminho de Conan até a conquista do trono da Aquilônia. A primeira história Além do Rio Negro é um primor em si e só ela já valeria a compra. Tive o privilégio de traduzir o conto de Robert Howard para o livro Conan: o Bárbaro e reler esta versão foi uma grata surpresa ao identificar o tanto que Roy Thomas e John Buscema foram fieis ao original. Buscema, aliás, está no auge de sua arte – mas ele não está só. Dê uma olhada no time de desenhistas e arte-finalistas que participam do tomo: Além de Buscema, Gil Kane, Ernie Colon, M. C. Wyman, Dave Simons, Tony DeZuniga, Joe Rubinstein, Klaus Janson e Rick Bryant. Só gente fraca, não?

Conan vai, ao longo da história, construindo com sangue e suor o caminho árduo que o levará, de forma totalmente inusitada, a vestir a coroa da Aquilônia, tomando-a do corpo sem vida do tirano Numedides, estrangulado pelas próprias mãos do cimério.

Embora seja uma edição cara (na verdade, caro é relativo, já que qualquer livro vagabundo custa 60 pilas e pela qualidade oferecida aqui, este tomo poderia custa fácil, fácil 200 contos), vale a pena guardar um dinheiro e se dar de natal esta obra prima da produção de quadrinhos no país! Nota 10!

Um comentário em “Pipoca e Nanquim! – Conan: O libertador – O Maior Lançamento do Ano (por Alexandre Callari)

  • 22 de Março de 2014 em 02:26
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    Fantastica edição

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