Pipoca e Nanquim – Cobertura 19ª Fest Comix – Conexão Comix

Pipoca e Nanquim – Cobertura 19ª Fest Comix

Pois é, quem foi, foi. Quem não foi, só resta se lamentar e esperar mais um ano… Encaramos mais uma super-maratona em um dos maiores eventos de quadrinhos do país e, certamente, a maior feira. Sim, pois apesar de todas as atrações internacionais e nacionais, os concursos, integração, palestras, etc., de fato a Fest Comix oferece o que há de melhor em quadrinhos, a um preço que não se encontra em lugar algum durante o ano inteiro. E as ofertas não decepcionaram ninguém, já que as pessoas saíam de sacolas e mochilas cheias, em especial no sábado, dia de maior lotação.

De acordo com a organização, o evento cresceu por volta de 20% em termos de público, o que, embora seja sensacional, levanta a questão: como será no ano que vem? Afinal, no sábado havia uma fila que dava volta em metade da quadra na Avenida Paulista e que se manteve por horas a fio (mesmo debaixo de chuva). Dois pontos positivos: um para o evento em si, e outro para a nona arte, que vive o seu melhor momento no Brasil desde os tempos áureos de meados dos anos 1980, início dos 1990, quando as bancas eram atoladas de lançamentos das mais diversas editoras.

No domingo, havia um público um pouco diferente do usual: famílias inteiras, passando de mãos dadas e curtindo a festa. Tal público não era predominante, mas estava lá – prova de que o cenário está crescendo e também de que o marketing funciona, afinal, a Fest Comix estava anunciada em tudo quanto era lugar, desde sites e blogs especializados, até o metrô de São Paulo, e chegou a aparecer no SP TV, na Rede Globo.

Sim, meus caros, já faz tempo que o Pipoca e Nanquim diz que quadrinhos deram a volta por cima e todo esse reconhecimento nos mais diversos segmentos nos leva a reafirmar tal proposição.

Bem, falando sobre o evento: o que o leitor encontrou de diferente desta vez? Para começo de conversa, quem compra revistas importadas, se deu muito bem, já que havia milhares (sim, você leu certo), MILHARES de títulos disponíveis ao preço irrisório de um real (sim, você leu certo, de novo). Marvel, DC, Dark Horse, Image e outras editoras menores, bem como os selos Vertigo e Helix, encheram caixas e mais caixas. Claro que o fã precisava da disposição de garimpar, mas quer coisa mais gostosa do que isso? Entre as raridades, Demolidor do Romita Jr., Next Men do John Byrne (inédito no Brasil), Monstro do Pântano do Rich Veitch, Capitão América do Mike Zeck, Drácula do Gene Colan, Conan do John Buscema, entre tantos outros.

Os produtos nacionais também estavam matadores. Se por um lado havia material como Os Mortos-Vivos com pouco desconto (claro que a galera estava comprando da mesma forma), que tal adquirir a coleção Biblioteca Histórica Marvel X-Men por apenas 34 reais cada volume? Ou então a esmagadora biografia do Alan Moore, lançada pela Mythos em capa dura e formato magazine, por apenas 80 reais? Realmente foi algo singular e, dependendo do valor, o cliente podia dividir no cartão em até três vezes.

Claro, o clima era de descontração e para tornar o ambiente ainda mais agradável, nada melhor do que o animadíssimo pessoal do cosplay. Hoje em dia, a linguagem já se popularizou e quase ninguém mais chama de “fantasia”, o que é sensacional. O nível das caracterizações está bem melhor do que no ano passado, os concursos foram mais organizados e a frente do palco simplesmente lotou na hora dos desfiles.

O palco também foi usado para outros concursos, como o de dança Gangnam Style. E a moçadinha mandou muito bem! Outra atração bem bacana era a exposição de lindas action figures da Limited Edition, organizadas entre personagens de mangás, games, filmes e comics, muito bem dispostas atrás de vitrines iluminadas.

Concurso de Gangnam Style.

Fã nenhum teve do que reclamar nesta edição, que contemplou todos os públicos. O pessoal da Bonelli, por exemplo, babou com a presença de três mestres vindos diretamente da Itália: Fabio Civitelli, Moreno Burattini e Roberto Diso, que distribuíram sorrisos e autógrafos em medidas iguais. Sidney Gusman e Danilo Beyruth também eram só sorrisos por causa do lançamento da espetacular graphic novel O Astronauta: Magnetar, a primeira de uma nova linha de produtos baseados nos personagens da Turma da Monica, que quase esgotou por lá. Entre outros autores nacionais, tivemos a presença de Vitor Cafaggi, com seu lançamento Valente para Todas, Daniel HDR autografando seu sketch book e pôsteres belíssimos de sua autoria, o simpático Flávio Luiz com sua HQs independentes e do sempre icônico Rodolfo Zalla. Aliás, aqui cabe um parêntese importante: é simplesmente admirável a iniciativa do evento de manter as portas abertas para este quadrinista brasileiro que é uma verdadeira lenda e que simplesmente desbravou todo o território selvagem para os que o seguiram através de seus trabalhos frente a editora D-Arte.

Palestra dos italianos da Bonelli.

Danilo Beyruth e Sidney Gusman.
Daniel HDR.

O show de stars prosseguiu com a esperadíssima presença de Jaime Delano (autor de Hellblazer), que veio falar sobre Nação Fora da Lei, lançado pela Gal Editora. Uma simpatia (além de extremamente educado), Delano atendeu até o último fã com um sorriso no rosto, grato pelo convite! Completando a variedade, estava presente o pessoal da Korea Foundation: Sang-Sun Park e Kim Byung Jin; e, para satisfazer os fãs mais afoitos, os editores da Panini (Fernando Lopes, Paulo França e Rogério Saladino, da Marvel, e Fabiano Denardin, Bernardo Santana, Alexandre Callari e Daniel Lopes, da DC), da JBC e da HQM estavam lá, dando a cara para bater em palestras e sorteando brindes.

Jamie Delano.

Sang-Sun Park, autora do manwha Tarot Café.
Kim Byung Jin, autor do manwha ChonChu.
Palestra dos editores da Panini/Marvel.
Palestra dos editores Panini/DC, que tem em seu time Alexandre Callari e Daniel Lopes do Pipoca e Nanquim.
Palestra dos editores da HQM.
Palestra dos editores da JBC.

Os sebos presentes (como a Rika, Multiverso, Castelo dos Gibis e outros) pareciam estar mais moderados nos preços, assim como as lojas de camisetas – cada vez mais inusitadas! Há ilustrações para todos os gostos, com todos os modelos e das mais variadas cores. Isso sem contar estandes que vendiam todo tipo de produtos, como chaveiros, adesivos, imãs de geladeira e uma infinidade de outras coisas que fogem pela culatra à obrigatoriedade dos direitos autorais.

Outra presença obrigatória é a dos independentes, personificados no estande do Quarto Mundo, da escola de quadrinhos Impacto e da Saga, que fez a alegria dos fãs de games, que ficaram horas na frente das grandes telas montadas no estande.

O Pipoca e Nanquim estava lá, trabalhando, se divertindo, dando autógrafos em todos os seus livros, conhecendo novos fãs e, em especial, sentindo-se orgulhoso por fazer parte deste momento tão especial da história das HQs no Brasil. Aguarde nosso videocast especial Fest Comix na semana que vem, com entrevistas exclusivas, e ainda outro especial na outra semana, em que mostraremos tudo que compramos por lá. E que fique registrado aqui nossa torcida para que no ano que vem o evento seja ainda maior e melhor (e com o PN cobrindo tudo!).

Algumas das fotos desse post foram emprestadas do site Marvel 616.

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