Homem de Ferro: Rapto / Resenha

Por Luis Henrique Garavello Filho, do site de quadrinhos Quadrimcast.

Compilação das revistas Iron Man Rapture de 1 a 4

Talvez os leitores mais antigos de Marvel se lembrem de uma famosa“série” que volta e meia aparecia nos meio dos mixes das revistas: “O que aconteceria se…”

Nela os artistas traziam novas visões sobre o que resultaria se eventos que aconteceram na cronologia fossem modificados de alguma forma. Tivemos casos como o martelo de Thor ser erguido por uma mulher, Frank Castle como Homem de Ferro, Wolverine indo para a Era Hiboriana (pra quem não entendeu, a era de Conan)…

Capa Homem Ferro RaptoHomem de Ferro: Rapto pode ser considerada uma história similar. Talvez não por um detalhe: o tema não chega a ser inédito. O que aconteceria se Tony Stark fosse mais “máquina” que humano? E se a armadura do Homem de Ferro se tornasse consciente?

Vários roteiristas já exploraram essas ideias na cronologia do Ferroso, mas a dupla Irvine/Medina procura levar isso a um nível diferente. Na história, todos os acontecimentos surgem do medo que Stark tem de sua mortalidade e sua busca em se tornar um ser humano “melhor”… Mesmo que isso signifique sacrificar parte de sua humanidade para a armadura. Mas até que ponto isso não constitui uma ameaça a todos ao redor?

E claro, como se pode imaginar, algo dá muito errado… E não é Tony Stark quem vai resolver. E sim seus leais amigos Pepper Potts e James Rhodes (o que também diferencia esta aventura das outras com temas similares).

O roteiro de Irvine é bem construído e se não é um primor de inovação, ganha pontos construindo uma trama interessante que se passa num ambiente reduzido (a Torre Stark) e fazendo uma citação à lenda de Prometeu. Em alguns momentos o roteiro parece se perder, inclusive com o surgimento de um personagem sem muita explicação (ao menos eu não entendi de onde ele veio).

A arte de Medina funciona em alguns momentos, mas para o meu gosto é escura e “suja” em excesso. Tudo bem que a história se passa numa Torre Stark isolada, mas mesmo nas cenas de luta as cores são escuras e pesadas.

Mas Homem de Ferro: Rapto é uma boa história que engloba alguns temas bem conhecidos e os mostra numa nova abordagem. Talvez os fãs do Latinha curtam mais do que eu, mas com certeza é interessante ver uma história que lida com a parte “moral” do personagem.

Você pode comprar Homem de Ferro: Rapto no site da Comix.

Homem de Ferro: Rapto
EUA, 2013, 100 páginas
Papel LWC
Editora: Panini
Autores: Alexander Irvine (roteiro) e Lan Medina (arte).

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