Guerras Secretas – Por alguém que não acompanha as revistas regulares da Marvel

Por Tiago Souza, produtor do canal Conexão Comix no YouTube.


Importante dizer antes de começar: eu sou leitor da Marvel! Não leio as revistas regulares há um bom tempo, prefiro personagens que não tenham tanta ligação com a cronologia – como Demolidor, Justiceiro, Viúva Negra e Cavaleiro da Lua. Mas sei parte das mudanças que ocorreram em Vingadores e X-Men, e tenho certa noção do que ocorreu nas últimas grandes sagas. Isso não quer dizer que eu saiba quem é o Hulk que aparece nesta Guerras Secretas, mas sei quem é a Thor e o que aconteceu com o original, por exemplo. Dito isso…

Guerras Secretas Marvel n° 01
Guerras Secretas Marvel n° 01

O primeiro volume da mais nova saga da Marvel, Guerras Secretas,  demonstra o forte poder narrativo da dupla que a carrega, Jonathan Hickman e Esad Ribic, este último em um belo trabalho de arte. A revista passa ao leitor a intensidade de uma verdadeira guerra, ainda que para leitores que não acompanham as edições regulares da editora fique a sensação de pegar o bonde andando, sem explicações maiores sobre como chegamos ali.

Aqui vale um paralelo com uma grande saga da Marvel do passado. Em Guerra Civil, Mark Millar montou uma trama bastante acessível ao público de fora e ainda assim crível para os leitores regulares. O autor escocês, no entanto, assumiu as rédeas da Marvel em um momento ainda bem tradicional.

Na saga atual, com diversos impactos nas estruturas dos personagens (muitas delas iniciadas em Guerra Civil), o terreno parece complexo demais para novos navegantes na Casa de Ideias – temos agora o Sam Wilson como Capitão América, uma mulher como Thor, um Ciclope com os poderes da Fênix e um Senhor Fantástico do mal. Se um dos objetivos é conquistar novos leitores, isso pode ser um complicador.

Guerras Secretas Marvel nº 01(Capa Variante)
Guerras Secretas Marvel nº 01(Capa Variante)

Outro fato que fica sem resposta, ao menos após esta edição, são as histórias paralelas que sabemos que virão apenas pelo conhecimento de como Guerras Secretas foi construída lá fora e pelo checklist da Panini. Ou seja, é encará-las sem saber o porquê e do que se trata.

O que não tira, de modo algum, o interesse pela obra. Ao contrário, o primeiro volume é bem interessante e conclui com um belo – e curto – monólogo do Reed Richards do Universo 616, a visão de um conhecido vilão e a angústia de ter que esperar um mês para seguir acompanhando a história.

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