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[Review] Providence #1 – De Alan Moore e Jacen Burrows

08/07/2017 |
Publicado originalmente no nosso site parceiro: Mob Ground

Quando Providence foi anunciado, após o mediano Neonomicon, a expectativa estava lá no alto. Alan Moore trabalhando profundamente com uma das maiores mitologias modernas — aquela criada por H. P. Lovecraft— parecia bom demais para ser verdade. A isso se somava o fato de Moore estar próximo de sua aposentadoria nos quadrinhos (a vindoura saga Liga Extraordinária: Tempestade deve ser sua obra derradeira nos gibis) e os primeiros reviews, que sem medo de uma má compreensão classificaram Providence como um “Watchmen encontra Lovecraft”.

Providence #1

Roteiro: Alan Moore

Arte: Jacen Burrows

Cores: Juan Carlos Rodriguez

Páginas: 176

Formato: (17 x 26 cm), colorido/capa dura.

Preço de capa: R$ 62,00

Compre aqui na COMIX!  

Esse primeiro volume lançado pela Panini (que contém as quatro primeiras edições da série, que possui 12 edições ao todo) não exatamente cumpre as expectativas, mas possui tudo que se espera dele de fato após retirarmos todo o hype. Mais do que Neonomicon, Providence é uma obra estranha para quem se acostumou com Moore. Uma das técnicas do autor de nos imergir em sua obra é uma espécie de sobrecarga de informações em seus primeiros capítulos. Difícil esquecer aquela confusão inicial silenciosa de Do Inferno, ou o baque da morte do Comediante em Watchmen. Ou a explosão em V de Vingança.

Providence dispensa a técnica e nos apresenta uma narrativa mais cadenciada e de fato narrada desde seu início. Conhecemos Robert Black, um jornalista do New York Herald que vai em busca de uma matéria de meio de página sobre pessoas que enlouqueceram lendo O Rei Amarelo. A matéria não dá em nada, mas a estranheza de um médico vivendo em um quarto praticamente congelado por ar condicionado o atrai.

Somado a morte de um amante (Robert é gay), isso o impulsiona em uma viagem pela Nova Inglaterra em busca de ordens secretas e práticas estranhas ao redor de um estranho livro de medicina árabe. Na viagem ele conhecerá a ordem da Stella Sapiente, bem como profecias sobre a vinda de um redentor, combates mágicos e passagens secretas em casas alheias.

É preciso ter em mente que o primeiro volume da série envolve um gigantesco preparo de terreno. Então temos informações nas entrelinhas, mas praticamente zero ação. Aqui Robert tateia no escuro, aos poucos adentrando um mundo sombrio onde tudo que ele sabe sobre a América pode ser revertido. Há também uma estrutura que fica clara desde o início: cada edição diz respeito a um (ou mais) contos do Lovecraft, e um mistério específico. E também representam uma progressão do mergulho de Robert pelo submundo que ele deseja conhecer. Mais do que referenciar o conto em si, Moore capta o conceito principal da narrativa de Lovecraft e a aplica na história.

Percebemos aos poucos que algo está muito errado e os personagens revelam bem menos do que sabem. Em um dos momentos, Robert visita o porão de um homem misterioso e dá de cara com pentagramas e é perseguido por uma entidade que pode ser Lilith. Acaba acordando depois e acha que tudo não passou de alucinação causada por um vazamento de gás.

Exatamente por isso alguns podem se decepcionar com esse início, embora claramente exista um potencial gigantesco no material da obra. Devo dizer que eu, que não li muito de Lovecraft e só conheço sua obra superficialmente, consegui captar diversas preferências e para outras fui atrás de guias nacionais e gringos publicados por aí.

O grande problema de Providence como um todo são os diários de Robert. Eles são escritos após a narrativa e até o momento não serviram para nada além de descrever TUDO que lemos anteriormente. É sério, tirando umas poucas inserções sobre o livro que Robert está escrevendo, os diários apenas enervam quem está lendo — ainda mais por ocuparem cerca de 10 páginas. Há até algumas descrições que explicam demais o que havia ficado implícito nos quadrinhos. Chega a ser irritante.

Caso se pergunte se vale a pena prosseguir na narrativa sombria, a resposta é sim. Já na quinta edição (continuei lendo a edição gringa para me certificar do que veria depois) a narrativa ganha impulsos de qualidade e dá um salto gigante. Robert começa a enfrentar a loucura e coisas como viagem no tempo e trocas de corpo. Então, tenha paciência que tudo vai fazer muito sentido.

Sessão de autógrafos de Chico Bento – Arvorada, com Orlandeli, na Comix neste final de semana

05/23/2017 |

No próximo sábado, 27 de maio, a Comix Book Shop (Alameda Jaú, 1998, Consolação, São Paulo/SP) promove uma sessão de autógrafos especial de Chico Bento – Arvorada com o ilustrador e cartunista Orlandeli.

O evento terá início às 15 horas. A sessão é limitada inicialmente a 200 pessoas e as senhas começam a ser distribuídas uma hora antes do início. Leia Mais

Todas as revistas de CONVERGÊNCIA, da Panini| Vlog do PN #138

03/21/2016 |

Daniel Lopes e Alexandre Callari explicam um pouco sobre a mais nova saga da DC no Brasil, CONVERGÊNCIA, e mostram todas as 23 edições lançadas pela Panini. Leia Mais

Resenha: Turma da Mônica – Lições

11/23/2015 |

Publicada originalmente no blog parceiro, Impulso HQ.


 

Em 1974, no ginásio, alguns amigos de outra classe queriam montar uma peça de teatro e escolheram o clássico shakespeariano “Romeu e Julieta”. Eu tinha duas pequenas pontas, mas só houve os ensaios, a peça nunca foi apresentada. No mesmo ano gostava muito de uma garota da minha sala, e ela adorava os gibis da Mônica, então comprei dois exemplares do #54 de outubro de 1974, e a primeira história chamava “Romeus e Julieta”. Leia Mais

COMIX ZONE: REVISTAS MENSAIS NO BRASIL, NOS EUA E NA EUROPA

08/26/2015 |

No episódio de hoje do Comix Zone, fazemos uma análise comparativa entre as revistas em quadrinhos mensais no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Leia Mais